Estudo comparativo dos métodos de avaliação do desajuste vertical na interface pilar/implante

Gustavo Augusto Seabra Barbosa, Sérgio Rocha Bernardes, Maria da Glória Chiarello de Mattos, Alfredo Júlio Fernandes Neto, Flávio Domingues das Neves, Ricardo Faria Ribeiro

Abstract


Alguns trabalhos avaliam o desajuste vertical na interface pilar/implante por meio do teste do parafuso único, enquanto outros aplicam torque nos parafusos antes da avaliação. Este trabalho objetiva avaliar se estas duas metodologias geram diferentes interpretações dos resultados quanto ao nível de ajuste vertical das infra-estruturas. Com a utilização de pilares do tipo UCLA calcináveis (Neodent, Brasil), quatro infra-estruturas de cinco elementos foram confeccionadas sobre modelo de gesso obtido a partir de matriz metálica contendo cinco implantes do sistema Brånemark (3,75X9mm, Neodent, Brasil) e em seguida foram fundidas em monobloco em titânio comercialmente puro (grau I, Talladium, Brasil). Por meio de microscópio óptico comparador (Mytutoyo, Japão) sob aumento de 30x, avaliou-se o desajuste vertical na interface pilar/implante de cada pilar da infra-estrutura, inicialmente pelo teste do parafuso único e posteriormente ao aperto de todos os parafusos, com torque de 20Ncm obtido por meio de torquímetro manual (Neodent, Brasil). A partir do modelo de gesso, confeccionou-se modelo fotoelástico para avaliação de possíveis tensões geradas após os apertos dos parafusos. Submeteu-se os resultados à análise estatística (P<0,05). O  teste t mostrou diferença estatisticamente significante (P=0,000) entre o desajuste no lado desapertado verificado após o teste do parafuso único (472,49±109,88μm) e após o aperto de todos os parafusos (29,09±13,24μm). A fotoelasticidade mostrou grande quantidade de tensão gerada ao redor dos implantes após o aperto dos parafusos (11,38±8,27KPa). Conclui-se que a metodologia utilizada na verificação dos desajustes verticais pode gerar diferentes interpretações quanto ao nível de desajuste vertical de infraestruturas para próteses sobre implantes.



DOI: http://dx.doi.org/10.14295/bds.2007.v10i1.426